terça-feira, 29 de julho de 2008

À Chave

A impressão que tenho
é de que a felicidade
está sempre querendo ir embora.

Mas desta vez não adianta,
vou trancá-la no meu armário.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pre(s)sa

ALMA
NA
CAMA

CALMA
NA
LAMA

NECESSIDADE
DE QUEM
AMA

CALO
MINHA BOCA
NA SUA

e me entrego nessa urgência desvairada.

sábado, 21 de junho de 2008

Naufrágio

À espera daquele que emerge, sou ilha
deserta e silenciosa.
Diante dos destroços, do que se partiu
refúgio que persevera.

Revestida de luz, sou guia
farol que inunda olhos.
Entre mar e céu aberto, sou calmaria
bússola que norteia.

Das águas profundas: um naco de vida.
Que a alma dilacerada, sobrevivente
depois do tormento noturno,
permita, sossegue, converta, renasça.

E sem sinistro, nem tempestade, sou amor entregue:
Minha mão, teu fulcro.
Minha voz, teu rumo.
Minha carne, tua morada.
Meu peito, teu abrigo.

domingo, 8 de junho de 2008

Habeas Cor(pus)

De que adianta tanta liberdade,

se meu coração está preso a ti?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Inocência Passageira

domingo, 1 de junho de 2008

Por tudo aquilo que sinto,


eu sinto muito.



de sunshine para 'o outro blog da ¡Má' .

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Da Saudade

Quando ausência se faz presente,

e a demora é sem medida

coração sente, grita no silêncio

a dor da alma que perdura.


É o amor sempre de partida,

que deixa o desejo do reencontro

em cada finda despedida.


E o peito que teima em arder

espera com ânsia, desespera.

Os corpos sôfregos quando se encontram

sorvem todo deleite, como se fosse a última vez.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Sertão

Para Guilherme,

por seu amor ao Sertão.

De veredas,

a grandeza.

De guimarães,

o sertão.


Por ser tão belo,

paisagem retorcida e calmaria bruta,

é poesia visceral.


Por ser tão generoso,

flora, fauna, alma,

é natureza que impressiona.


Por ser tão mítico,

crenças e costumes sertanejos,

é vida que (co)move.


Por ser tão antagônico,

aridez rica e acolhimento inóspito,

é beleza taciturna.


Por ser tão esquecido,

que não vire lembrança ressequida.


Que assim seja,

o SERTÃO.

Antes e Depois

Depois da música acabar.

Depois da lágrima secar.

Depois da cor desbotar.

Depois do dia partir.

Depois do tempo se esvair.


Antes tarde, do que nunca.

domingo, 25 de maio de 2008

Monotonia

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uniforme.
minha vida precisa de mais cor, pra variar.